segunda-feira, 3 de novembro de 2014

RAÍZES DO BRASIL: o conflito de raças e a eugenia.

SOCIOLOGIA: Florestan Fernandes.

"Na sala de aula, o professor precisa ser um cidado e um ser humano rebelde"
Florestan Fernandes





Florestan Fernandes o fundador da sociologia crtica no Brasil. Depois de Caio Prado Jnior, que traz o marxismo para o pensamento sociolgico no Brasil, Florestan far uma reviso dos temas mais importantes da sociologia sob uma tica materialista. A questo racial, a escravido, passa agora em sua obra a ser analisada do ponto de vista econmico e dos conflitos entre classes sociais. A temtica cultural, apaziguadora dos conflitos cede espao para uma viso da explorao econmica do escravo, dando novas interpretaes para as desigualdades sociais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A eleição do medo.


Nestas eleições não se viu muitas convicções, não se acreditou em novos planos ou se defendeu velhas fórmulas. As pessoas não estavam dispostas a lutar por algo, seja novo ou velho. Os votos foram por medo.
                Nesse confabular, brigar, debater e amaldiçoar os argumentos foram agressivos. Como se suas vidas estivessem em jogo as pessoas travaram uma batalha. Nesse cenário dois medos distintos que se opuseram.
O primeiro medo foi o de perda das condições atuais, mudança para algo incerto, ou para um passado assustador. Temia-se a crise do que se vive, ou o retorno ao antes de se viver o momento atual. Não se tem um entendimento das bases atuais, de como se chegou ao que se tem ou como isso tudo pode ser mantido. Apenas, medo, medo de perder algo, ou que se pensa ser sólido, ou que já se sente perder.
                O segundo medo e parecido com o primeiro, mas na direção contrária. Teme-se a manutenção da atual situação. Sem medo do passado, mas medo do futuro. Um temor da manutenção de uma situação que se apresenta como má, desastrosa, alimentado por perspectivas nada otimistas. Medo do futuro caso uma alternativa não fosse apresentada, mesmo que esta nada de novo venha a acrescentar, e já ter tido sua chance para mostrar.
                Ambos os medos mobilizaram as pessoas, argumentos, xingamentos, ódios e verborragias. Numa realidade de incertezas o que se tem é o temor de um futuro de retorno ou de incertezas. Retorno de um sofrimento que se crê superado, ou de um terrível mal que ainda pode ser evitado.
                Fato é que esse país não superou as verdadeiras raízes do medo. As heranças coloniais, a posição econômica na geopolítica capitalista, os ranços do escravismo, a cultura não nacionalista, não progressista e de desprezo pela intelectualidade e cultura.
                Os medos podem ter suas justificativas mas suas causas são desconhecidas pelos eleitores. As vitórias sobre os inimigos, ou não, de nada serviriam para amenizar a crise iminente ou a paz esperada. A grande questão é que se teme o retorno do passado ou de um vindouro terrível futuro se esquecendo que no presente tragédias e vitórias se vivem, numa confusão de interpretações. Perdedores afirmam abandonar a pátria, vencedores se creem laureados com a alegria e felicidade. Crenças, ameaças e incertezas que nublam, e sempre nublaram, a verdadeira percepção da realidade neste país povoado por um povo volta e meia se indaga sobre sua condição e se depara com o medo.


Prof. Juarez.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sociologia Brasileira: Sérgio Buarque de Holanda.

       Busca pela identidade do povo brasileiro.
       Obra central: "Raízes do Brasil".
        
    Principais idéias:   
 O choque entre o modelo colonial com o moderno.
                                      Império  -  República
                                          Rural  -   Urbano
                          Homem cordial  -   Homem civilizado
                      Relações Pessoais  -   Submissão legal
                      Violência pessoal   -   Organização cívica



  • Mal sucedida formação de um espírito progressista no seio das relações sociais da civilização brasileira.
Diferenças entre a colonização ibérica e a inglesa na América.
A descoberta do Brasil e o sucesso da colonização foi fruto do espírito aventureiro e da adaptabilidade dos portugueses
Ausência das famílias dos aventureiros (ao contrário dos ingleses na América do Norte)
Resultou na mestiçagem: portugueses - índios - africanos.
Democracia racial.

Sociedade rural e patriarcal

Monocultura de exportação. 

Fazendas/engenhos - verdadeiros feudos

Relações familiares mais importantes que entre cidadãos.

             Abolição da escravatura: nova realidade social.

Crescimento das cidades: áreas nobres - Barões do Café
                                          periferias e cortiços - ex-escravos.
                                          marginalização da classe trabalhadora.
                                          baixa remuneração do proletariado.
                                          fracasso do capitalismo industrial.

Cultura ibérica "medievalista": trabalho indigno e lucro desonesto.


Fim da propriedade rural autosuficiente - decadência do meio rural. 

"nosso apego quase que exclusivo aos valores da personalidade"

Nobiliarquia brasileira.

Exaltação à inteligência, o ócio e as mordomias aristocráticas.

Título de bacharel como distintivo de elevação social.

Intelectualidade positivista importou dos Estados Unidos e da França ideias incompatíveis com a realidade social:
      não se tentava adaptá-las ao modo de vida do brasileiro
      reações displicentes ou hostis 
      Ex: os "bestializados" da Proclamação da República 
            revoltas como Canudos e "da Vacina"

Implantação do regime republicano:

Feita de uma maneira desordenada e abrupta

Não foi espontâneo da população. 

A aristocracia rural apoderou-se do poder

Distanciou o Estado da realidade do Povo.

Trocou-se um regime parlamentar monárquico relativamente avançado, por apenas mais uma república latino-americana; 

Fim da figura absoluta do Imperador: motivando a população a ignorar o Estado, ou revoltar-se contra ele.

Política republicana: corrupção, favores pessoais, golpe, fraudes eleitorais, manipulação da população, miséria. 

Espírito cordial do brasileiro:

Característica nata da chamada "raça brasileira". 

Fazer tudo a partir da afetividade
Dificuldade para entender as formalizações políticas
Incapacidade de separar o que é público do que é privado. 
Relação informal com o Estado - não cidadania.
Inexistência do "orgulho racial" herdado dos portugueses.

O caráter português se coloca então como superior a seus congêneres, mais democrático, mais adequado à plena convivência das raças, da diversidade.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

René Descartes - Filosofia Moderna.


Tópicos sobre Descartes:

Divisor da filosofia.

Filosofia Medieval (TEOLOGIA)                    Filosofia Moderna
               METAFÍSICA                                                                RAZÃO

       Toda teoria que não passe pelo método racional é considerada metafísica. Ou seja, é uma teoria que não pode ser provada racionalmente, que não existe de fato.
      
       TEORIAS A PRIORI E A POSTERIORI.
        Toda teoria é apresentada em termos a priori (a princípio), ou seja, não submetida ao método racional e portando sendo apenas especulação. Após ser criticada e comprovada cientificamente esta mesma teoria passa a ser considerada como a posteriori (posterior à crítica). 

RACIONALISMO (IDEALISMO CRÍTICO)
        Negação da verdade empírica, da "realidade" advinda pelos sentidos. As impressões sensoriais, ou dos sentidos (o que vemos, tocamos etc) podem ser falsas, podem nos enganar. 
    Somente a razão (idéia racional) é incontestavelmente verdadeira.  
     

PRINCÍPIO DA DÚVIDA     
        Todo pensamento, para ser considerado verdadeiro deve ser contestado, duvidado e analisado matematicamente.
           Esse duvidar se dá mediante a crítica do argumento.

OS TRÊS ARGUMENTOS

ARGUMENTO DOS SENTIDOS: Nossos sentidos nos enganam. Aquilo que nosso aparelho cognitivo entende como realidade pode ser uma ilusão, uma miragem, uma sensação falsa, um sonho.


ARGUMENTO DO SONHO: A maior parte do tempo, ou a maioria das pessoas, estão sonhando. Um sonho acordado no qual nos enganamos e tomamos por verdadeiros falsas impressões, as impressões dos sentidos. A única saída para escaparmos à tal ilusão é a razão. Pode-se iludir com a visão, vendo um arco-íris, confundindo uma ação má por boa, um veneno por remédio, o sofrimento pela cura, pode-se realmente sonhar que está voando, mas não se pode sonhar que o resultado da operação 2+2 seja outro que não 4. Não se sonha com a razão. 
           Ao se sonhar podemos nos convencer absolutamente de que se pode voar, ou como por muito tempo se pensou que a força era a razão dos corpos entrarem em movimento. Mas se somarmos 2+2 e o resultado for 5 saberemos estar sonhando. 
           A partir desse exemplo simples podemos ampliar o raciocínio e estabelecer que um problema de saúde aparentemente simples, uma dor de cabeça, se submetido ao crivo da razão, por um médico, pode se apresentar na realidade como sendo um problema de fígado, tendo uma cura bem mais complexa do que o simples ministrar de um analgésico.

ARGUMENTO DO DEUS ENGANADOR OU GÊNIO MALIGNO: É possível que um gênio, alguém dotado de tal habilidade retórica, possa transformar uma sentença falsa, metafísica, uma verdade racional, ou matemática. 
        Einstein chegou a elaborar um cálculo que provava a existência do éter (substância que preenchia o espaço sideral). Imediatamente ele mesmo contrariou tal teoria. Hoje a ciência provou que tal teoria era falsa.


MÉTODO CARTESIANO: 

Descartes desenvolveu o método científico moderno, que consiste em quatro etapas.

1ª OBSERVAÇÃO: verificar se existem evidências reais e indubitáveis acerca do fenômeno ou coisa estudada;

2ª ANÁLISE RACIONAL: dividir ao máximo as coisas, em suas unidades mais simples e estudar essas coisas mais simples;

3ª SINTETIZAR: agrupar novamente as unidades estudadas em um todo verdadeiro;

4ª ENUMERAR: enumerar todas as conclusões e princípios utilizados, a fim de manter a ordem do pensamento.


        Dentro desse método científico insere-se, portanto, o modelo clássico de produção científica dividido em três fazes:

OBSERVAÇÃO: observa-se o fenômeno a ser estudado, após se ter certeza de este realmente ocorra. Para isso, a hipótese da existência do fenômeno será submetida ao método acima demonstrado.

RACIONALIZAÇÃO: o fenômeno será traduzido num discurso racional, submetido a cálculos matemáticos e teorizado. Assim, ter-se-á certeza de que não se trata de um fenômeno metafísico. 
        Um exemplo disso é o caso do "fogo fátuo", que diante do pensamento comum e corrente o fenômeno da "língua" de fogo que subitamente perseguia transeuntes em meio a floresta, ou dentro de cemitérios, era chamado de "Mula sem cabeça", ou no Brasil de "Mboitata", a serpente de fogo. Fato, o fenômeno incandescente existia, mas seria ele uma criatura racional a perseguir transeuntes? O método científico descobriu que se tratava de um rastro de chama produzida por metano de corpos em decomposição, atraído pelo vácuo deixado por quem passava pelo local do vazamento.

EXPERIMENTAÇÃO: o fenômeno deve ser passível de ser reproduzido, do contrário algo estaria errado, ou os cálculos, ou a teoria em si, ou o que se observara era mera ilusão dos sentidos.
        Um exemplo disso foi o lento processo que levou cientistas na primeira metade do século XX a perceberem que a melhora milagrosa causado pela ministração de penicilina pura em animais era na realidade um veneno que gerava superbactérias indestrutíveis. Ou seja, o que se observou ao longo de anos de experimentação do uso indiscriminado de penicilina foi o erro na teoria que ela eliminava absolutamente todos os parasitas do organismo humano dando-lhe saúde absoluta.


        O racionalismo é contraposto por outros pensadores que defendem o empirismo como a fonte segura de se conhecer a verdade, como David Rume.

GILBERTO FREYRE

GILBERTO FREYRE 

Principal trabalho: Casa-Grande & Senzala – 1933.

Visão romântica da escravidão.


 Três pilares fundamentais da gênese da sociedade brasileira:

                Monocultura/latifúndio, trabalho escravo e família patriarcal.

Negação da eugenia - branqueamento do Brasil.
                Oliveira Vianna via na mestiçagem um fator de degradação da raça brasileira.

Miscigenação – fator de fortalecimento biológico, social, econômico e cultural.

Demonstrou que o determinismo racial ou climático não influencia no desenvolvimento de um país.

DEMOCRACIA RACIAL NO BRASIL:


Harmônia interétnica: mitigação da escravidão brasileira (menos ruim que a norte-americana).
Harmonia feita através da mistura sexual, culinária

“Confraternização” entre as três raças formadoras da sociedade brasileira:
      
            O português – dominador; - se misciegnou sexualmente com as índias.
O índio - natural da terra; - “intoxicação sexual” – miscigenação imediata com o  
              português, que dominou a mulher nativa – ausência de preconceito.
O negro - vindo da África em posição subalterna.
Mistura de cultura e sangue – fortalecimento da raça físicamente e de sua cultura, enrriquecida.

A FETICHIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES: 
Monocultura, latifúndio e trabalho escravo.

Latifúndio/ Monocultura: propiciou a conquista do extenso território.
     fome - inferioridade física do brasileiro.
Escravatura: trabalhadores saudáveis e fortes – esforço útil – tratados com docilidade -

Família patriarcal:  mulher vítima do domínio e abuso do homem, reprimida sexual e
     socialmente  - submatida ao marido e ao pai.
                      Sádica com relação às mulatas, por inveja sexual.
                      Externando o sadismo e a frieza da vida sexual.

SADO-MASOQUISMO PROJETO NA SOCIEDADE:

                Originado na relação opressiva homem/mulher, e que se refletia na relação mulher branca/mulata, extrapola a vida doméstica e atinge a esfera social e política, expressando-se no mandonismo político, no governo autocrático, no “princípio de autoridade” e na defesa da Ordem.
                Dualidade social: senhores/escravos, doutores/analfabetos, cultura europeia/cultura africana e ameríndia.

RELIGIÃO:

                Influência nociva:
- jejuns nocivos a saúde do povo.
- tabús sexuais – repressão emocional.
- silenciocidade diante do problema da sífilis e adultérios inter-raciais.

Crítica à noção de democracia racial de Gilberto Freyre:




quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O Surgimento da Sociologia no Brasil

         O surgimento da Sociologia formal no Brasil teve início a partir das décadas de 1920 e 1930, quando os estudiosos dessa área passaram a se dedicar a pesquisas que visavam construir um entendimento acerca da formação da sociedade brasileira analisando temáticas cruciais para essa compreensão. Assim, eles voltaram-se para estudos referentes a escravatura e a abolição, estudos sobre índios e negros e o êxodo rural, e mesmo analises sobre o processo de colonização.

          O período foi crucial para discussões sobre os desequilíbrios na sociedade brasileira, ainda mais devido à presença intensa dos ex-escravos nos grandes centros, sobretudo no Rio de Janeiro, devido a abolição da escravatura.


A ABOLIÇÃO E A QUESTÃO DA TERRA

            A abolição da escravatura trouxe o problema dos desprovidos. Os escravos libertos eram agora cidadãos brasileiros sem terra, sem profissão, sem lar sem nada, apenas com a liberdade, o direito e vagar pelo país. O resultado foi de um lado o inchaço dos bairros pobres das grandes cidades, que culminou em crises sociais e sanitárias, como se observou em casos como a Revolta da Vacina (1904).

            No campo a calamidade dos negros livres se uniu a penúria dos pequenos proprietários de terras. Com a República novos impostos foram criados, cobrança que se somou à seca exaurindo os parcos recursos dos camponeses. O resultado foi aquele é entendido como um dos primeiros movimentos campesinos sem-terra do Brasil liderado pelo beato Antônio Conselheiro.

        
EUCLIDES DA CUNHA

    É na cobertura desse evento que surge uma das primeiras obras formais sobre os problemas sociais brasileiros, Os Sertões de Euclides da Cunha.

            Esta obra evidencia o caráter cientificista do período. Divida em três parte, A Terra, O Homem, A Luta, demonstra uma visão racional da sociedade, matematicamente dividida e seguindo uma visão determinista, no caso o meio ambiente, quando trata do tema a Terra.

            Pode-se considerar que, apesar das influências republicanas, Euclides da Cunha procura fazer um relato realista do homem do sertão. Na sua procura por indivíduos vítimas da seca e da alienação do fanatismo religioso, o que o autor acaba relatando é que encontrou um povo forte, lúcido e bem organizado.

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.  É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gigante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro, ou travar ligeiramente conversa com um amigo, cai logo — cai é o termo — de cócoras, atravessando largo tempo numa posição de equilíbrio instável, em que todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos pés, sentado sobre os calcanhares, com uma simplicidade a um tempo ridícula e adorável.

É o homem permanentemente fatigado.
Reflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene, em tudo: na palavra remorada, no gesto contrafeito, no andar desaprumado, na cadência langorosa das modinhas, na tendência constante à imobilidade e à quietude.
Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.
Nada é mais surpreendedor do que vê-lo desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro, reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias.”(CUNHA, Euclides. Os Sertões.S. Paulo, 2. ed., Ática, 2000. p.48.)